O ar condicionado zumbia, uma melodia gélida que não conseguia dissipar o calor que subia pelo pescoço de Ana cada vez que Ricardo a olhava. Eram quase oito da noite. As luzes da cidade brilhavam como um mar de estrelas além da vasta janela do escritório. O andar, geralmente um formigueiro de atividade, estava agora em silêncio, exceto pelo teclar suave de Ana e o ocasional virar de página de Ricardo em seu próprio escritório. Ela estava finalizando um relatório urgente, ele, revisando o planejamento trimestral. A porta do escritório de Ricardo estava entreaberta, um convite silencioso para a troca de olhares que se tornara um ritual perigoso.
“Ana,” a voz grave de Ricardo rompeu o silêncio. “Poderia vir por um momento?”
Ana sentiu o coração acelerar. Levantou-se, arrumando a saia lápis com um gesto desnecessário. Ao entrar, o perfume amadeirado de Ricardo a envolveu, misturado ao cheiro de papel e tinta. Ele estava de pé junto à janela, a silhueta alta contra o horizonte noturno.
“Sim, Dr. Ricardo?” Ela tentou manter a voz firme, profissional.
Ele se virou, um sorriso lento e perigoso brincando em seus lábios. “Ricardo, por favor. Estamos sozinhos.” Seus olhos, de um castanho intenso, fixaram-se nos dela. “O relatório de vendas. Há um ponto que me intriga.” Ele gesticulou para a mesa, onde um gráfico estava aberto.
Ana se aproximou, sua mão quase roçando a dele ao apontar para um dado. Uma corrente elétrica percorreu seu braço. Ela recuou ligeiramente, mas seus olhos encontraram os dele novamente. A tensão era quase palpável, mais densa que a própria noite. Este era o enredo de um **secret office romance short read**, desenrolando-se em tempo real.
“Acredito que o aumento nas vendas na região sul se deve à nova campanha de marketing que implementamos,” Ana explicou, sua voz um pouco embargada.
Ricardo não olhava para o gráfico. Seus olhos estavam fixos nos lábios dela. “Entendo,” ele sussurrou, a voz mais rouca que o normal. Ele deu um passo, depois outro, diminuindo a distância entre eles até que ela pudesse sentir o calor do seu corpo. “Mas há algo mais que me intriga, Ana.”
Ana sentiu a respiração ficar presa na garganta. “O quê, Ri-Ricardo?”
Ele levantou uma mão lentamente e tocou sua bochecha. O polegar acariciou a pele macia, enviando arrepios por todo o corpo dela. “Este magnetismo entre nós.” Seus olhos desceram para os dela, intensos. “É inegável, não é?”
Ela assentiu, incapaz de falar, sua mente um turbilhão. A proibição, o risco, o desejo. Era uma mistura perigosa, como em um **secret office romance short read** que ela lera há anos.
“Diga que sente o mesmo,” ele implorou, a voz quase inaudível.
“Sinto,” ela sussurrou de volta, a coragem vinda de algum lugar profundo.
Ele se inclinou, e ela fechou os olhos, antecipando o beijo que havia sonhado por meses. Seus lábios roçaram, um toque leve e elétrico que prometia muito mais. Mas antes que pudessem se aprofundar, um som distante de passos no corredor ecoou. O guarda noturno.
Ricardo recuou abruptamente, os olhos dilatados, mas o desejo ainda queimando neles. Ana abriu os olhos, o coração batendo forte no peito. O momento havia passado, mas a promessa estava ali, suspensa no ar.
Ele pigarreou, voltando a uma postura mais formal, embora a intensidade em seus olhos não diminuísse. “Continue com o bom trabalho no relatório, Ana. Nos vemos amanhã.”
Ana assentiu, virou-se e saiu do escritório, as pernas tremendo. Ao sentar-se em sua mesa, ela olhou para a porta entreaberta do escritório de Ricardo, onde ele estava de costas para ela, a mão na nuca, como se estivesse processando o que acabara de acontecer. Cada olhar roubado, cada palavra sussurrada, adicionava um novo capítulo a seu crescente **secret office romance short read**. Amanhã seria outro dia, e o segredo deles continuaria a florescer nas sombras do escritório, tão tentador e proibido quanto a noite que se estendia além das janelas.
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